A cidade mais bonita do país... a minha!

As vírgulas as letras os violinos
as guitarras e as vozes sem
retorno. Os tintinábulos a cabra
os sinos. O abstracto contorno.
O ritmo e o logaritmo da palavra.
E os estigmas. Os enigmas.
A porta que se abre e é um vazio.
Inês já morta Inês deposta. Fogo
Frio.
E os barcos as rosáceas os poemas.
A lua e os diademas sob
os arcos.
E a chave. O centro. A rosa
por dentro. A nave.
Luz e sombra em Santa Cruz.
Teoria de torres e vitrais
mosteiros subaquáticos
laranjais olivais. E os ecos
enigmáticos de claustros
carregados de
punhais. O ponto
mágico e as pias
baptismais
sob as pedras onde as mágoas
como as águas se vão para
nunca mais.
Tocata e Fuga, de Manuel Alegre
In “Coimbra nunca vista”
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